domingo, 7 de fevereiro de 2010


Dentre tantas outras coisas que se eu fizesse, as faria bem.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Queria falar das estrelas,
Mas me encanta o mistério das partes escuras do céu.
Queria falar da beleza das coisas,
Mas me instiga as possibilidades do que ainda não foi inventado.
Queria falar de amores vividos,
Mas me paro a imaginar a delicia dos que estão por vir.
Queria falar de quem sou e do que sinto,
Mas não sei quem sou,
E me perco na transitoriedade do meu sentir.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Triste quando não te dão atenção.
Mais triste ainda quando se precisa de atenção.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Do auge da minha loucura percebo a incerteza das coisas,
a volatilidade da vida que insistimos em levar.
Daqui de cima vejo como o futuro é incerto,
e como pequenas coisas podem balançar nossas mais intrínsecas convicções.
Enxergo que palavras soltas ao vento podem agir como pedras que jogadas turvam um lago,
Consigo perceber minha fragílidade, cercada de mentiras e cravejada de qualidades que a tornam aceitavél.
acho que a vida é mesmo assim, isso que acontece quando crescemos e madaureçemos, damos sentido a nossas mentiras tornando-as verdade, e a isso chamamos de realidade.
Mas só daqui, do alto, sozinho, consigo ver isso.
E depois de costatar estes fatos ,apenas deço do monte da insanidade e volto ao nível da normalidade , daonde não se enxerga nada e se acredita cegamente nas próprias mentiras.

domingo, 1 de novembro de 2009

Porque falar de sentimentos?
Se no final,
tudo é uma cláusula
contratual.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

"Dance with me, in my world of fantasy"

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Coleção

Coleciono amores mal resolvidos.
Feridas cicatrizadas,
que reabrem com uma música
ou com repentina lembrança
dos para sempre que se acabaram

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O denso me encanta, e o superficial me distrai, com essa frase começo a falar de pessoas.
Como é bom conversar e conviver com pessoas alegres e espontâneas, que falam tudo a respeito de todas as coisas, manter relações leves e arejadas, descompromissadas e agradáveis. Como é interessante conhecer pessoas novas desfrutar de suas idéias, da beleza de seus gestos e corpos. Como gostamos de nos distrair com estas pessoas.
Por outro lado é encantador conhecer alguém misterioso, ir galgando aos poucos os nichos de sua existência, suas idéias, convicções. Como nos intriga permear as carapuças impenetráveis da alma das pessoas difíceis, daquelas que com muito custo conseguimos arrancar um sorriso, um segredo, uma confissão ou mesmo uma conversa. E quando conseguimos nos deliciamos e saboreamos como uma criança que come chocolate pela primeira vez.
O dilema é que ambos, densos e superficiais, nos matam no cansaço.
Os superficiais e levianos nos fartam com sua alegria instantânea e afeição demonstrada por gestos ternos demais que acabam por se tornar repetitivos e cansativos.
Já os densos e concisos, envoltos em seu indecifrável mistério acabam fechando-se demais, e sendo por muitas vezes prolixos, o que torna-se maçante para quem não está disposto a despender atenção necessária para ler o antigo testamento em aramaico arcaico.
Será da natureza humana esta mudança de sentimento sobre algo que se mantém igual?
Será real a máxima " o que te fazia rir hoje já não tem mais graça"?
Serei eu bipolar?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009


A chuva cai,
despretenciosa
sem pretextos,
sem tensão

Permitindo sentir o batuque
úmido,
de suas gotas
tocando o chão

Vinícius Limana D'Ávila

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O que está fora
é como o que está dentro
refletido e filtrado

O que está fora
é o reflexo do interior

E se está fora
não está mais só dentro

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Reflita
Exteriorize-se